22 out , 2003
QUA
fora de cena Ossos do Ofício Ou Uma Carga de Trabalhos
22 out , 2003
QUA

fora de cena

Calendarização

22 out
qua
21:30
Coimbra  (Coimbra)

Ossos do Ofício

Ou Uma Carga de Trabalhos

O IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional), ao promover a mostra exposicional em Coimbra, de 22 a 26 de Outubro, no âmbito do Ser Pro, encontros educação / formação, coimbra 2003, pretendeu, não só “dar vida” aos cinco pólos da mostra, (Convento de S. Francisco, Praça do Comércio e Baixinha, Praça da República e Estádio da Cidade de Coimbra) mas também, e a pretexto disso, “criar” um programa de “animação na rua” que envolvesse os visitantes e a população da cidade, convidando para isso o Trigo Limpo teatro ACERT que aceitou o desafio e criou Ossos do Ofício ou uma carga de trabalhos.

Espectáculos nas ruas e praças de Coimbra
“O nosso corpo colectivo, como uma árvore, tem de mergulhar bem fundo, na terra, as suas raízes e, para crescer forte e saudável, beber o líquido milagroso que é a água da memória.”
Ossos do Ofício ou uma carga de trabalhos pretende marcar todos aqueles que de alguma forma se cruzem com os trajectos desta animação, visitantes e população da cidade, com imagens de uma memória colectiva e popular.
Para isso desde a manhã o Trigo Limpo teatro ACERT, os alunos do Curso de Animadores Sócio-Culturais do ITAP e do Curso de Secretariado do CECOA e os gupos “cabeçudos”, a “band’ às riscas”, o “new orleans society”, os “trottino clowns, os “macacos das ruas de Évora” vestidos de banda de barro, os “Bonifácio e Fagundes apresentam” e a “bandinha da Alegria” estão a circular pela cidade animando os visitantes da SER PRO e os habitantes de Coimbra entre o acolhimento e os locais da Mostra Exposicional.
Em simultâneo decorrem espectáculos nos cinco pólos da Mostra ao longo de toda a manhã.
Os quatro quadros escolhidos “o velho e o burro”, “a velha e a vaca leiteira”, “o homem e o galo capão” e “o domador, o palhaço e as feras” recriam, de uma forma inovadora e original, esse mundo dos gigantones, cabeçudos e zés pereiras que desde o séc. XV povoam o nosso imaginário, cruzando-o com o mundo dos fantoches, “agigantando-os” e refazendo o jogo entre as figuras humanas e os animais que era crucial nos “robertos” (o toureiro e o touro, por exemplo).

O desfile
Na rua circundante ao Estádio da Cidade de Coimbra
Realizado diariamente por forma a juntar, numa quase despedida, os visitantes da SER PRO e a população da cidade.
Ao imaginarmos um desfile que se inicia com memoriar, uma máquina de cena, reprodução gigante do brinquedo de madeira “ciclista”, – que nos remete para a memória e as raízes – seguido de 10 gigantones que “lembram” o mundo do trabalho (e sabemos que os cabeçudos e os zés pereira e os robertos povoam, desde há muito, o nosso imaginário) é porque pretendemos um desfile em que, quem a ele assistir, verá e usufruirá a festa – no jogo teatral, na música, na pantomima – e reterá certamente na memória imagens e sons fortes, marcantes e “recordantes” de um mundo rural que, parecendo já muito distante, está ali, ali mesmo, ao alcance da mão, como certas palavras ou certos nomes que não nos lembramos na hora mas sabemos estarem ali, ali mesmo, debaixo da língua.
Propomos assim uma passagem frente ao público de, como num filme, imagens e sons fortes, ligados pelos quadros “populares”, numa narrativa ao mesmo tempo de festa e de tranquilidade, recordando, para a maioria dos espectadores, momentos da nossa infância – ou da infância de um colectivo popular.

No essencial, este desfile lembrará a profissão de “artista”, pois, para além das “figuras gigantes”, contará com a participação de cerca de 100 pessoas (músicos, actores, desfilantes e manipuladores).
“Sonhos gigantes por um futuro melhor – o brinquedo [ciclista Caramulo, máquina Memoriar] viaja até Coimbra, onde vem provar que ainda é possível “sonhar em formato gigante”, pedalando para um futuro melhor. A segui-lo, 10 gigantones a representar o mundo do trabalho.”
In Diário de Coimbra de 23/10/2003

Ficha técnica e artística

Concepção: Pompeu José e Zétavares
Coordenadores dos quadros: Ilda Teixeira, Maria Simões, Sandra Santos e Ruy Malheiro
Moldes: Mariana Bacelar, Cláudia P. Amaral
Coordenação construção: Marta da Silva
Coordenação pintura: Adriana Ventura
Construção: Adriana Ventura, Ana Margarida Correia, Ana Rita Carvalho, Elisabete Oliveira, Filipe Jesus, Jorge Nascimento, Marta da Silva, Mariana Bacelar, Rui Ribeiro, Sandra Santos, Yan Thual, Zito Marques
Figurinos dos gigantones: José Rosa
Figurinos dos manipuladores e desfilantes: Ruy Malheiro

Grupos de animação
Banda de barro
Trompete: Jean Marc Xhamier
Clarinete: Gonçalo Lopes
Sax alto: Corrado Floriddia
Sax tenor: Alípio Carvalho Neto
Percussão: Rui Gonçalves
Tuba: Gregg Moore
Voz, direcção orquestral e manipulação: Fran Perez

Band’ às riscas
Gaita de foles: Hugo Osga
Acordeão: Pedro Ribeiro
Saxofone: Sérgio Cardoso
Caixa: Jorge Pinho
Percussões: Patrícia Afonso

New Orleans sSciety
Voz e banjo: Philipe Blanc
Sax tenor: Nicolas Schei
Sax barítono: Pascal Peroteau
Sax alto: Geraldine Laurent

Bonifácio e Fagundes apresentam
Malabarista, fogo, monociclo, clown: João Miguel
Clown: Teresa Negrão
Mimo, fogo, homem balão em andas: Fauze el Kadre
Andas, malabarista: Alexandre Pedro
Clown em bicicleta: Isabel Sá

Bandinha da alegria
10 músicos

Desfilantes: Adriana Madeira, Ana Almeida, Ana Bento , Ana C. Oliveira, Ana Carvalho, Ana Costa, Ana Dias, Ana Gamboa, Ana Lima, Ana Machado, Ana Martins, Ana Oliveira, Ana Teixeira, Andreia Freitas, Andreia Marques, Carla Francisco, Cátia Melo, Célia Cardoso, Celina Silva, Cláudia Teixeira, Diana Lima , Diana Parrado, Dídia Alves, Filipa de Sousa, Filipa Lourenço, Joana Carvalho, Joana Pereira, José Domingos , Laurinda de Deus, Lília Gonçalves, Lúcia Silva, Mara Campos, Mária Parente, Marta Abade, Milene Santos, Nicole Malaguerra, Paula Saraiva, Pedro Rebelo, Raquel Carvalho, Raquel Oliveira, Rute Neves, Sara Borges, Sara Neves, Sérgio Silva, Silvia Freire, Sónia Ferreira, Tânia Semedo, Vanessa Rodrigues, Zarina Silva