02 nov, 2019
sáb
Nu palco Ruy Malheiro Nu Palco Este nu palco com Ruy Malheiro é a oportunidade de partilhar um palco que é seu e uma aventura de vida que pertence justamente ao teatro português.
Preço
Preço: 5€ / Associados: 3€ / Descontos: 4€ / Desempregado: 2,50€
Bilhete de família disponível
02 nov, 2019
sáb
Este nu palco com Ruy Malheiro é a oportunidade de partilhar um palco que é seu e uma aventura de vida que pertence justamente ao teatro português.

Nu palco

Preço
Preço: 5€ / Associados: 3€ / Descontos: 4€ / Desempregado: 2,50€
Bilhete de família disponível

Calendarização

02 nov
sáb
21:45
Tondela  (Auditório 2)

Ruy Malheiro

Nu Palco

Portador de uma genica incomum, o Ruy Malheiro é um ser obsessivo pelo teatro. Não se julgue que é só ator. É uma criatura que tem vários palcos: a sala de figurinos onde desenha maravilhas que se erguem do seu pensar, a produção a que se dedica com o fervor e rigor de gestor zeloso. Há uns anos, poderia mesmo chamar-se guarda-livros, uma daquelas pessoas que tem os papéis organizados em pastas e que planifica tudo à minúcia; a encenação e a irrequietude em ter sempre que fazer como intérprete.
É um ACERTino dos 5 costados, pois claro. Sim, porque não é preciso estar na ACERT para o ser, mas ser um apaixonado que a trata bem.
Do teatro universitário em Coimbra, rumou à ACERT em 1999. Já lá vão 20 anos… Fazia parte de um grupo unido que fez casting para o Au Gaciar. Detentor de uma fisicalidade notável, subia aos altos andaimes como um panda. Embrenhava-se na criação dos seus personagens como a árvore à raiz. Intenso, exigente e rabugento, aquela qualidade de quem não quer ficar pelos retoques.
O seu riso ecoa nas plateias como sinalizador luminoso.
Quem dele se acerca, é contagiado pela simpatia do anfitrião de sonhos que lhe povoam a cabeça.
Implacável no assumir do que o apaixona. Sem tabus ou disfarces serôdios. Tanto salta para uma mesa para cantar à sua maneira e a altas horas “Os Loucos de Lisboa”, como também assume a postura de “sereno pensador” que quer que tudo esteja na linha dos seus desejos.
Ruy Malheiro poderia ser o Rei Lear, enlouquecendo pela traição das suas três filhas. Poderia ser também o Romeu que inspirou Shakespeare ou a Bernarda Alba de Lorca que mantém as cinco filhas sob vigilância implacável, mas também o “Ventura”, a criança/marioneta que ele uniu umbilicalmente para o espetáculo Andar nas Nuvens.