18 fev , 2017
SÁB
teatro Tráfico Baal 17 e Al Teatro Humor negro para uma leitura satírica da atualidade mundial
Duração
80
Preço

7,5/5 *

18 fev , 2017
SÁB
Humor negro para uma leitura satírica da atualidade mundial

teatro

Duração
80
Preço

7,5/5 *

Calendarização

18 fev
sáb
Tondela  (Auditório 1)

Tráfico

Baal 17 e Al Teatro

Uma mulher obscura, Medeia, dirige um Hotel singular. No Hotel Balneário Olimpo oferecem-se curas de stress a traficantes necessitados de descanso e repouso. Na realidade, o negócio esconde um propósito mais maquiavélico do que a satisfação das necessidades terapêuticas do crime organizado: a vingança, traçada com paixão pela protagonista, contra aqueles que a traíram.

Num mundo corrompido pelo poder e pelo dinheiro, traficantes de toda a espécie pululam entre nós. De todo o tipo, de todas as coisas, de muita gente. Com o pano de fundo da crise e da deriva do capitalismo, Tráfico serve-se do humor negro para uma leitura satírica da atualidade mundial (a que Portugal não é alheio). Uma comédia trágica, crua e obscena, onde o sangue flui sem contenção.

SOBRE O DRAMATURGO Carlos Santiago é um escritor, dramaturgo e artista galego que, desde 1990, desenvolve uma prolífica atividade em diversos campos, da crítica da cultura e o ativismo cultural à criação literária e artística, muito marcada por um estilo satírico que desafia os limites entre a realidade e a ficção. Monologuista, guionista de cinema e ativista cultural, o seu principal interesse centra-se nas artes cénicas, sendo autor e encenador de mais de vinte peças. Trabalha habitualmente com grupos e artistas tanto da Galiza como de Portugal.

SOBRE A ENCENAÇÃO Já na Medeia, de Eurípides, se apontava a revolta da protagonista contra a ambição desmesurada dos poderosos. Em Tráfico puxámos desse fio para pôr em foco a falta de escrúpulos deste mundo.

Importa advertir que isto é mesmo só teatro… Sentai-vos nos vossos assentos, gozem o espetáculo e ganhem forças (para reagir), porque quando saírem da sala a merda vai continuar lá fora.

Chiqui Pereira

PORQUÊ ESTE ESPETÁCULO? O palco é para nós um local de reflexão, de provocação, de análise crítica sobre quem somos e qual é o nosso papel na construção de uma sociedade mais justa. Falar do mundo, não do mundo que nos rodeia, mas sim do mundo que nos controla, domina e oprime, foi o mote para a criação deste espetáculo. Falar da atualidade neste início de século, onde tudo se trafica, se vende, se compra, sem qualquer pudor ou preocupação humanista, longe dos olhares das pessoas.

Baal17 e AL Teatro

PREÇO: 7,50€ / Associado: 5€ / Descontos: 6€ / Desempregado: 2,50€ / Bilhete família disponível

Ficha técnica e artística

Texto: Carlos Santiago 

Encenação e dramaturgia: Chiqui Pereira 

Interpretação: Bárbara Soares, Filipe Gonçalves, Filipe Seixas, Pedro Ramos e Rui Ramos 

Cenografia e figurinos: Bruno Guerra 

Desenho de Luz: Nuno Borda d’Água 

Música: Tango Paris 

Fotografia: Baal17, José Ferrolho e Rui Cambraia 

Design gráfico: Ana Rodrigues-Workhouse 

Vídeo: Baal17 (teasers) e VideoPlanos- Produções Av. 

Operação técnica: Hugo Fernandes e Nuno Borda d’Água 

Direção de produção: Sandra Serra 

Gestão: Rui Ramos e Pedro Ramos 

Comunicação: Hugo Fernandes e Sandra Serra 

Produção executiva: Hugo Fernandes