Baseado em textos e poemas de José Gomes Ferreira, A partir do preto assenta a sua dramaturgia no desafio de cruzar a vida quotidiana, o pensamento e os pequenos delírios aparentemente irreais que contaminam ambos, vida e pensamento, formando uma mesma matéria onde vamos, uns mais atentos, outros mais insensíveis, percorrendo o nosso caminho. Entre a linguagem, o conflito e a necessidade constante de procurar um além que nada tem de místico, um além que é um mais além, uma forma de não perder os passos da vida e de fingir que é possível enganar a morte.

Com dramaturgia e encenação de Pompeu José, este espectáculo do Trigo Limpo teatro ACERT estreou-se em 1994, em Tondela, percorrendo depois várias outras geografias.

Edição: 2018

A Partir do Preto: 5€


Cadernos de Teatro/ACERT representa o que se poderia chamar a memória em estado de espera, por constituir a memória viva de um percurso de 40 anos que teve e tem como principal característica uma dramaturgia em movimento: mais do que selecionar peças de teatro num repertório de teatro português ou estrangeiro, clássico ou de vanguarda, o Trigo Limpo teatro ACERT procurou construir de forma criativa os seus espetáculos, ora entretecendo textos de diversa proveniência, ora transformando cumplicidades com autores em dispositivos de criação dramática original. Dar agora forma de livro e letra impressa a esse percurso é reacender a memória quente e sentida do que foram estes anos de invenção da escrita nas tábuas do palco. Mas Cadernos de Teatro/ACERT não é apenas uma memória: é, sobretudo, uma memória em estado de espera. Estes textos, publicados em forma de livro e lançados durante a última edição do FINTA, tornam-se agora acessíveis a todos os leitores que os queiram encontrar, mas e tornam-se igualmente disponíveis para grupos, companhias e associações que lhes queiram dar a oportunidade de novos partos, que o mesmo é dizer, a aventura de novas encenações num tempo muito diferente do que os viu nascer.


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