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Estreou com grande sucesso na Guarda
Guarda, Paixão e Utopia
Co-Produção TEATRO MUNICIPAL DA GUARDA/ TRIGO LIMPO teatro ACERT para a CÂMARA MUNICIPAL DA GUARDA
O Trigo Limpo teatro ACERT aceitou o convite para fazer este espectáculo, prolongando uma relação de partilha com a vida cultural da cidade da Guarda. Espectáculo onde se cruzaram várias linguagens teatrais, num piscar de olho à experimentação e ao confronto indispensável a qualquer desejo de inovação. Um espectáculo criado por cerca de 300 actores e músicos de várias colectividades do Concelho da Guarda. Um colectivo que baniu a palavra impossível do processo de criação, pelo gigantesco entusiasmo com que se deram a cada desafio que lhes foi colocado. O prodígio da construção deste espectáculo coube a todos os que, sem regateio de tempo ou enfado, souberam não deixar voar o pássaro de um sonho comum feito teatro. Por aldeias, colectividades e adegas, ensaiaram parcialmente cada uma das cenas e participações, com a gentileza de quem reconhece o valor de fazer crescer uma ideia pela conjugação de muitas vontades. Um bom presente de 30 anos para o Trigo Limpo teatro ACERT, prenunciador de que a viagem deverá continuar a construir-se com base numa partilha artística permanente.
______________ 2006-12-01

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Eu estive lá.
Foi no dia 26 de Novembro, domingo, que, depois de uma “grande luta” pela posse de um pequeno bilhete de acesso ao TMG, saí calmamente de casa para ir assistir a uma peça de teatro. Sabia que havia cerca de 200 pessoas em palco e que a RONDA DO JARMELO ia participar, de resto não tinha quaisquer expectativas sobre de que forma iria ser festejado mais um aniversário da Cidade. Lá dentro, os imensos lugares do grande auditório ficaram preenchidos num instante e à hora marcada começou a tão esperada peça. E lá começou o coraçãozinho patriótico a bater acelerado quando, logo no 1º acto (não sei se poderá chamar-se acto… mas vá lá…), são as gentes do Jarmelo quem primeiro pisa o palco. Estavam muito giros. Mesmo! Muito bem caracterizados e até pareciam verdadeiros actores. Portaram-se muito bem. Eu nunca fui à feira de S. João, mas julgo ter percebido naquelas mímicas o roteiro de uma ida à cidade em dia de feira de ano. Lá se iam vender uns feijões e comprar uma travessa, ou vender um coelho para trazer uma toalhinha para bordar - a minha mãe é que conta que era assim que fazia. Voltando à peça: não conheço um adjectivo apropriado para descrever a sua magnitude. Excelente! Extraordinária! Se alguém me tivesse contado, teria respondido que era mesmo uma utopia colocar algo assim em palco na Guarda. Mas, afinal, somos capazes. Afinal, se calhar, devíamos transformar mais utopias em paixões. É o caso da vaca jarmelista… Claro! Não podia faltar!! Nem o Agostinho!! Esteve muito bem, sim senhor. Essa parte não me surpreendeu, como imaginam, já o conheço há alguns anos. Foi fantástico assistir a uma festa com esta organização, com este rigor. Conseguiram, em cerca de 2 horas, fazer-nos rir, chorar, pensar e desejar sobre as nossas utopias para a Guarda. A minha não será tão radical como a da última personagem, mas também tenho alguns desejos para a Guarda e começam todos com a palavra “mais”. Julgo que somos pouco ambiciosos. Não devíamos ter medo de querer mais para nós. E, para começar, quero assistir a mais peças de teatro como esta - das que trazem também os das aldeias ao teatro…
Paula Silva (eu mandei este texto sem ela saber, o eu é agostinho da silva, mano)
Quando é que os "marginalizados" de Lisboa poderão ter acesso aos vossos trabalhos? Por 2 ocasiões em S. pedro Sul e em tondela assisti a espectáculos vossos e sinto-me completamente marginalizada por não ter acesso a mais. Por favor venham até à Área Metropolitana de Lisboa para que os possamos ver! E já agora parabéns pela página!
E que espectáculo. Estamos todos de parabéns mas acho que houve três pessoas incansáveis que transformaram a utopia em realidade. São eles: Zé Rui, Sandrinha e Rosa. Obrigado!Muito Obrigado
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