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3 PERGUNTAS A MÁRIO LAGINHA
3 PERGUNTAS A MÁRIO LAGINHA


A sua discografia tem percorrido territórios musicais muito diversos. Essa diversidade nunca colidiu com as características técnicas do piano, seu instrumento de eleição?
Apesar de tudo, o piano é dos instrumentos mais versáteis, porque faz harmonia, melodia, é percussivo… A haver conflito, mais depressa seria na minha cabeça, pelo facto de gostar de coisas tão diferentes, o que me podia desfocar. Julgo, pelo menos tenho essa pretensão, que isso não acontece, mas era difícil que isso não transparecesse, porque é uma das minhas características, da qual não quero fugir: há sempre vários universos que namoro e que me influenciam.

No disco Mongrel, com o Mário Laginha Trio, partiu da obra de Fréderic Chopin para a criação de um universo musical onde tudo é novo. Como foi esse desafio de trabalhar a partir de um clássico? Foi um desafio, sim, e foi muito bom. Comecei por aceitar uma encomenda [do S. Luiz Teatro Municipal e da Orquestra Metropolitana de Lisboa] e não sabia qual seria o caminho. Não gosto nada quando uma pessoa decide trabalhar à volta de um repertório clássico e pega naquilo, junta uma bateria, umas teclas, tudo muito forçado… Soa-me sempre a um pastiche horrível, por isso só fazia sentido se eu olhasse para aquilo e percebesse o que faria com toda a liberdade do mundo. Depois do concerto, achei que estava arrumado, mas a Olga Carneiro, que é agente e também grande amiga, insistiu para que gravasse e tenho de lhe agradecer (também) por isso.

Tondela assistirá ao concerto de um trio, Mário Laginha, Bernardo Moreira e Francisco Frazão, mas este é apenas um dos modos possíveis de o ouvir tocar. O que torna diferente cada uma das formações, parcerias ou solos?
Há muitas coisas que mudam. São projetos diferentes e até tenho feito alguma música que é específica para um determinado projeto, acabando por ficar ligada àquela formação. Acho que são modos diferentes e complementares. Gosto de tocar com as diferentes formações e gosto, sobretudo, de poder experimentar ir em várias direções, em trio, a solo, com a Maria João, com o Pedro Burmester… É um privilégio poder fazer isto.


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2016-02-11
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