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3 Perguntas a Vanesa Aibar
3 Perguntas a Vanesa Aibar


O ‘quejío’ é a expressão visceral do canto flamenco. Como o descreves e que significado tem para o teu trabalho?

Eviscerar é expôr as entranhas e é isso que pode provocar o flamenco, que é uma arte muito profunda e muito relacionada com o sofrimento e as lutas de um povo. É daí que vêm os gritos históricos, ou o quejío, do canto flamenco, como explica Félix Grande, flamencólogo.

Neste trabalho apresentamos uma visão desse universo. Partimos de uma inspiração, Juana Valencia, bailarina muito afamada de finais do século XIX, que tinha a particularidade de ser surda. Apesar dessa ausência de audição, Juana foi uma artista de renome e só conseguimos explicar essa proeza pela profundidade que tem esta arte. É algo totalmente irracional e instintivo.

 

O trabalho da vossa companhia começa pelo flamenco, mas integra muitos elementos de outras linguagens. O que te interessa mais nesse processo de cruzar aquilo a que chamamos tradição com formas mais contemporâneas?

O que mais me interessa é encontrar o flamenco naquilo que à partida possa não parecer flamenco. O flamenco surge-me mesmo que o canto não seja o tradicional e o meu movimento também não o seja. Apesar disso, tem a energia e a essência do flamenco. Não procuro cruzá-lo com outras formas de um modo intencional, mas isso resulta do que os meus ouvidos foram escutando e o meu corpo foi experimentando, um cadinho de músicas e de movimentos cujo ponto de encontro é o flamenco.

 

A vossa companhia integra três criadores e intérpretes, com contribuições distintas, entre a música é a dança. Como se desenvolve esse trabalho de criação feito coletivamente?

Partimos de uma ideia sugerida por mim, da intenção de cada cena, do movimento e do ponto a que quero levar tudo isso. A partir daí, Eduardo e Cristian criam a partitura musical que permite a viagem da dança. Às vezes danço para a música, outras vezes a música dança para mim e outras vezes, ainda, todos os elementos viajam com o seu próprio discurso. Para mim, o ponto mais importante neste trio é o facto de sermos companheiros e amigos e cada um tem a sua própria bagagem profissional, à qual todos temos algo a acrescentar. A comunicação é o que predomina é só ficamos satisfeitos quando cada um acredita que está a dar o melhor de si.


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2015-09-25
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