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Auditório 2 ESTREIA, 5ª Feira, 11 Dez'08, às 21:45h
Auditório 2 6ª Feira, 12 Dez'08 e Sábado, 13 Dez'08, às 21:45h
Praia da Vitória – Terceira – Açores Sábado, 21 Mar'09, ás 21:30
Cine Teatro de S. João da Madeira 5ª Feira, 16 Abr'09, às 21:30
Auditório Municipal de Lousada Sábado, 1 Mai'09, às 21:30
GICC - Covilhã 6ª Feira, 15 Mai'09, às 21:30
Teatro Helena Sá e Costa - Porto 6ª Feira, 5 Jun'09 e Sábado, 6 Jun'09, às 21:00
Naco - Oliveirinha 2ª Feira, 5 Out'09, às 21:30
Festival de Teatro de Portalegre 3ª Feira, 17 Nov'09, às 21:30
BAAL – Serpa Sábado, 21 Nov'09, às 21:30
Cine Teatro de S. Pedro do Sul 6ª Feira, 15 Jan'10, às 21:30
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CIRCONFERÊNCIAS
Interiores III
Maiores de 12 anos | Duração: 70 minutos
O Trigo Limpo teatro Acert apresenta “circOnferências”, a sua 81ª produção teatral, baseada em “Conferências do Sr. Eliot” de Gonçalo M. Tavares e “Dicotomias” de Hélia Correia, com interpretação de Ilda Teixeira e Pompeu José.
É o terceiro espectáculo do projecto “Interiores”.
Para o projecto “interiores” o Trigo Limpo teatro Acert convidou 6 escritores a escreverem textos originais para a criação de 3 espectáculos que, de alguma forma, cruzassem os textos, dois a dois.
No primeiro espectáculo “duas histórias de solidão, duas histórias a sós” foi o cenário e a sua utilização obsessiva que ligou os textos de Eduarda Dionísio e Jaime Rocha; no segundo o entendimento iniciou-se logo na escrita pois o Mia Couto e o Agualusa fabricaram o texto de cada um em total cumplicidade, nascendo o “chovem amores na rua do matador” do cruzamento do masculino e do feminino que eles propunham; a terceira etapa destes interiores partiu dos textos de Hélia Correia e Gonçalo M. Tavares, por coincidência (?) duas conferências que remetem a visão do mundo e do ser humano como habitante desse mundo para um registo que parecerá absurdo numa abordagem inicial mas que posteriormente reconhecemos como irónico.
O nosso desafio consistiu em descobrir a história possível que ligasse os dois textos. O ponto de partida foi o “casal” de conferencistas. Da relação destas duas personagens nasceu a narrativa. O cenário veio unificar o universo que se ia desenhando. Na nossa cabeça apareciam memórias do “ovo da serpente” de Bergman. A representação passou a evidenciar o grotesco de todas situações. Um grito, uma urgência, um entusiasmo excessivo passaram a estar escondidos por trás de tudo o que se dizia e fazia.
“circOnferências” nasce assim da releitura dos textos propostos tornando-os uma conversa com o público de um casal de conferencistas possivelmente militantes do alertar de consciências e do provocar da reflexão (em pelo menos um dos espectadores presentes em cada uma das sessões). O espectáculo é o resultado final, não só da criação teatral realizada a partir dos monólogos, mas também da aprendizagem efectuada nos projectos anteriores. Foram exploradas novas relações dos textos e dos actores com o espaço cénico, com a luz e com o público.
Tentámos também sempre uma abordagem de relacionamento entre as personagens abrindo espaços à interacção. É sobre estes pressupostos que nasce circOnferências. Uma nova maneira de falar dos redondos de que todos somos feitos, de que são feitos os mundos e o universo.
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